Turn 1: o esqueleto básico
O primeiro prompt deve pedir apenas a estrutura. Elementos no lugar certo, texto correto, sem se preocupar com timing, easing ou estética. O objetivo do Turn 1 é validar a composição — se os elementos estão no lugar e a sequência faz sentido.
💡 Por que começar simples?
Se você pedir timing e estética no Turn 1 e a composição estiver errada, você perde tempo refinando algo que vai ser refeito. Primeiro aprove o esqueleto, depois adicione camadas.
Turn 2: adiciona timing
Com a composição aprovada, o Turn 2 é sobre ritmo e sequência temporal. Quanto tempo cada elemento fica em tela, quando entra, quando sai, qual o delay entre elementos. O Claude lembra de toda a estrutura do Turn 1 e aplica o timing sobre ela — não recomeça do zero.
✓ O que especificar no Turn 2
- Duração total do vídeo
- Timestamps de entrada/saída de cada elemento
- Easing geral (ease-in, ease-out, linear)
- Delays entre elementos
✗ O que deixar para depois
- Overshoot e spring (Turn 3)
- Stagger avançado (Turn 3)
- Cores e gradientes (Turn 4)
- Sombras e glow (Turn 4)
Turn 3: refina o movimento
Com o timing aprovado, o Turn 3 adiciona expressividade ao movimento. É aqui que a animação ganha personalidade — overshoot, spring, stagger assimétrico entre elementos. Sutilezas que fazem a diferença entre "funcional" e "fluido".
A mesma animação evoluindo em loop — da estrutura estática ao polish final.
💡 Spring vs ease-out
Spring adiciona overshoot natural — o elemento "passa" do destino e volta. Ease-out simplesmente desacelera. Para animações de produto, spring tende a parecer mais vivo e menos mecânico.
Turn 4: polish final
O Turn 4 é o acabamento. Cores finais, tipografia, gradientes, sombras, glow. O que transforma "funciona" em "impressiona". Só faz sentido quando o movimento já está aprovado nos turns anteriores.
Cada turn acumula sobre o anterior — a qualidade não é substituída, é construída.
A regra "não one-shot"
Um único prompt longo e detalhado raramente supera 4 prompts incrementais na mesma sessão. Por quê? Porque é impossível especificar perfeitamente em palavras algo que você ainda não viu. Você precisa ver o esqueleto para saber o que mudar.
✗ One-shot
- Prompt longo e cheio de requisitos
- Claude tenta atender tudo de uma vez
- Resultado médio que não impressiona
- Difícil de corrigir sem refazer tudo
✓ 4 Turns
- Cada turn foca em uma dimensão
- Aprova cada camada antes de avançar
- Resultado ótimo que impressiona
- Fácil ajustar: só o turn relevante muda
Contexto que compõe qualidade
O Claude lembra todo o código gerado na sessão. A cada turn, ele parte do estado aprovado — não recomeça do zero. Isso significa que a qualidade é cumulativa, não substituída. É por isso que a mesma sessão produz resultado melhor que sessões separadas.
Esqueleto básico
Estrutura criada. Claude guarda todo o código na memória da sessão. Você aprova a composição.
+ Timing aplicado
Claude lê o contexto do T1 e adiciona o timing sobre a estrutura. O esqueleto permanece intacto, só o timing é novo.
+ Movimento expressivo
Spring, overshoot e stagger adicionados ao estado T1+T2. Nenhuma das camadas anteriores é perdida.
= Resultado polido
Cores, tipografia e glow aplicados sobre T1+T2+T3. O resultado final carrega todas as camadas acumuladas na sessão.
💡 Sessões separadas quebram o fluxo
Se você começa uma nova sessão no Turn 2, o Claude não tem contexto do T1. Você perde a memória acumulada. Sempre mantenha os 4 turns na mesma conversa para aproveitar o contexto cumulativo.
Resumo do módulo
Próximo módulo:
4.3 — Recap & mapa final: a matriz completa das libs, as 4 regras universais e por que isso é produção agora.